Hiroshima está em toda parte (eBook)

O homem sobre a ponte: diário de Hiroshima e Nagasaki (1958); Para além dos limites da consciência: correspondência com Claude Eatherly, piloto de Hiroshima (1959-1961); Os mortos: discurso sobre as três guerras mundiais (1964)
Artikelnummer: 978-65-6008-066-9
Einband: Adobe Digital Editions
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Levou tempo até que Günther Anders conseguisse escrever sobre a era nuclear, tamanho o choque que sofreu ao ouvir, pelo rádio, a notícia do bombardeio de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. "Apenas no início dos anos 1950 consegui dar o primeiro passo, inseguro", escreve. "Mas aquilo que consegui produzir não passou de uma confissão de minha incapacidade; não, da nossa incapacidade de ao menos imaginar aquilo que 'nós' fizemos ou produzimos." Com aquela destruição incandescente, a humanidade demonstrava ter adquirido definitivamente o poder de aniquilar a si mesma. Esse feito inédito fundou, segundo o autor, uma nova época: o "tempo do fim". Os três livros de Hiroshima está em toda parte - um diário, uma correspondência e um discurso - abordam o advento do autoextermínio e a responsabilidade de cada ser humano pelos acontecimentos monstruosos que marcaram o século 20. Nesse sentido, a "liberdade" que os Estados Unidos buscaram garantir ao lançar as bombas que trucidaram centenas de milhares de japoneses em três dias não passa de uma falácia. "Porque só somos realmente livres quando participamos das decisões sobre o que produzir e sobre o que será do mundo; quando percebemos que também nosso trabalho é um 'fazer' e que nossa produção é um 'colocar em ação'; quando assumimos responsabilidade pelo que criamos." Oitenta anos depois da explosão que mudou o mundo para sempre, e num momento que a tecnologia adentra cada poro de nossa vida, as ideias de Günther Anders continuam essenciais. Talvez mais do que nunca.

Levou tempo até que Günther Anders conseguisse escrever sobre a era nuclear, tamanho o choque que sofreu ao ouvir, pelo rádio, a notícia do bombardeio de Hiroshima, em 6 de agosto de 1945. "Apenas no início dos anos 1950 consegui dar o primeiro passo, inseguro", escreve. "Mas aquilo que consegui produzir não passou de uma confissão de minha incapacidade; não, da nossa incapacidade de ao menos imaginar aquilo que 'nós' fizemos ou produzimos." Com aquela destruição incandescente, a humanidade demonstrava ter adquirido definitivamente o poder de aniquilar a si mesma. Esse feito inédito fundou, segundo o autor, uma nova época: o "tempo do fim". Os três livros de Hiroshima está em toda parte - um diário, uma correspondência e um discurso - abordam o advento do autoextermínio e a responsabilidade de cada ser humano pelos acontecimentos monstruosos que marcaram o século 20. Nesse sentido, a "liberdade" que os Estados Unidos buscaram garantir ao lançar as bombas que trucidaram centenas de milhares de japoneses em três dias não passa de uma falácia. "Porque só somos realmente livres quando participamos das decisões sobre o que produzir e sobre o que será do mundo; quando percebemos que também nosso trabalho é um 'fazer' e que nossa produção é um 'colocar em ação'; quando assumimos responsabilidade pelo que criamos." Oitenta anos depois da explosão que mudou o mundo para sempre, e num momento que a tecnologia adentra cada poro de nossa vida, as ideias de Günther Anders continuam essenciais. Talvez mais do que nunca.

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VerlagEditora Elefante
EinbandAdobe Digital Editions
Erscheinungsjahr2025
Seitenangabe480 S.
AusgabekennzeichenPortugiesisch
Masse4'059 KB
Auflage25001 A. 1. Auflage
PlattformEPUB
AutorAnders, Günther / Abeling, Claudia (Übers.)

Über den Autor Günther Anders

Günther Anders was born in Breslau in 1902. He completed his doctorate under Edmund Husserl in 1923 and worked in philosophy, journalism and literature in Berlin and Paris. He emigrated to the United States in 1936 with his first wife, Hannah Arendt, and took on a series of odd jobs, including factory work, which later inspired his major philosophical work, The Obsolescence of the Human. A co-founder of the international anti-nuclear movement, he visited Hiroshima in 1958 and in 1959 began a correspondence with Claude Eatherly, one of the Hiroshima pilots. He died in Vienna in 1992.

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